Traça-do-tomateiro

Traça-do-tomateiro

Devido às condições climáticas de cada estação, algumas das pragas-chave do tomateiro aparecem com força apenas em determinados períodos do ano. Uma delas, que vamos falar a seguir, é a Tuta absoluta, nome científico da traça-do-tomateiro.

Apesar de ter ocorrências durante todo o ano, é no período de estiagem que ela costuma causar mais problemas. Está presente nos maiores produtores de tomate da América Latina, como Brasil, Argentina e Uruguai, e é considerada uma das pragas mais importantes da cultura. No Brasil, teve sua primeira aparição em 1979, embora só tenha sido registrada oficialmente como praga em 1980.

A principal característica que faz com que essa traça seja tão indesejada pelos agricultores é sua rapidez em se reproduzir. Em média, cada fêmea pode por até 55 ovos, mas nas zonas de maior temperatura do país esse número pode crescer.

O ciclo da traça-do-tomateiro passa pelas fases de ovo, lagarta (traça), pupa e adulta, sendo que as larvas são as grandes responsáveis pelas perdas produtivas. Elas se alimentam do “recheio” das folhas e, para isso, formam galerias no interior delas. Da mesma forma, elas também atacam o caule o os frutos do tomate. Os danos causados por esse ataque inviabilizam a passagem de nutrientes e a produção de energia da planta, além de tornar os frutos suscetíveis ao ataque de fungos e bactérias.

Para manter a produtividade e o controle dessa praga, recomenda-se o uso de soluções integradas. Rotação de culturas, remoção dos restos culturais pós-colheita, vazio fitossanitário (quando, por exemplo, as épocas de plantio e colheita são definidas por meio de normas criadas pelo governo), e uso de defensivos ajudam a diminuir o ataque desses insetos. Mas, em todo caso, recomenda-se aos agricultores que tenham o suporte de um agrônomo para ajudá-los a definir os melhores métodos de atuar.

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