Sustentabilidade e economia circular no campo

Sustentabilidade e economia circular no campo

A destinação das embalagens de defensivos agrícolas sempre foi uma preocupação para fabricantes, distribuidores e produtores agrícolas. Hoje, graças ao Sistema Campo Limpo do inpEV (Instituto Nacional de processamento de Embalagens Vazias), o Brasil lidera a lista dos países que sabem descartar corretamente suas embalagens. De janeiro a junho de 2019 foram 25.770 embalagens corretamente destinadas. E desde 2002 já são mais de 500 mil embalagens.

Isto permite que estas embalagens vazias possam integrar um modelo econômico virtuoso: o da economia circular. Neste modelo, o foco é a busca por uma nova noção de lucro e crescimento, com foco em benefícios para toda a sociedade. O modelo circular constrói capital econômico, natural e social apoiado em três eixos: manter produtos e materiais em ciclos de uso, eliminar resíduos e poluição por princípio e regenerar sistemas naturais com o menor uso de recursos não-renováveis.

Atualmente, 94% das embalagens de defensivos colocadas no mercado é devolvido pelos produtores rurais e encaminhado para reciclagem ou incineração. Desse total, 90% são reciclados, dando origem à matéria-prima para a produção de mais de 30 artefatos, entre eles novas embalagens, revestimentos e materiais usados em construções. Para atuar também nessa área, o inpEV criou a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A, uma iniciativa pioneira e única no mundo, como explica Maria Helena Zucchi Calado, gerente de Sustentabilidade do inpEV: “A fábrica tem por objetivo fechar o ciclo de gestão das embalagens de defensivos agrícolas pós-consumo, produzindo novas embalagens que voltam para a cadeia do negócio para mais um ciclo de vida”.

Somente embalagens oficiais são aceitas pelo inpEV para destinação no Sistema Campo Limpo. Mais um motivo para lutar contra a pirataria de defensivos e por um campo mais seguro e sustentável.

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