Soja certificada: responsabilidade ambiental e social

Soja certificada: responsabilidade ambiental e social

 

“Não é pelo valor final da saca de soja que buscamos a certificação. É porque a gente acredita que ser sustentável influencia a cultura do agronegócio e o modo como a população vê o nosso trabalho”, diz Vanessa Chiamulera, gerente de processos do Grupo Morena de Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso. Há seis anos o grupo conta com a certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy); RTRS é uma associação internacional multisetorial composta por produtores, órgãos da sociedade civil e empresas integrantes na cadeia de valor da soja. O objetivo é promover a produção, comercialização e uso de soja responsável através da colaboração e do diálogo aberto com os setores envolvidos para conseguir que seja ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.

Para conseguir a certificação que é reconhecida internacionalmente, o produtor deve atender a alguns parâmetros: Cumprimento Legal e Boas Práticas Empresariais, Condições de Trabalho Responsáveis, Relações Comunitárias Responsáveis, ter Responsabilidade Ambiental e adotar Práticas Agrícolas Adequadas. Além disso, auditorias independentes devem ser realizadas por órgãos registrados e aprovados por RTRS. Há uma certificação somente para a produção agrícola e outra que envolve a cadeia de custódia que permite rastrear desde a aquisição das sementes ao plantio, colheita e distribuição.

O Grupo Morena teve início na década de 80 no Estado de Mato Grosso e, no decorrer dos anos, seus gestores entenderam que para aumentar a produtividade e diversificar os negócios, era preciso buscar qualificação e processos que conciliassem integração com meio ambiente e promoção de bem estar social e econômico. “A gente vem construindo uma jornada de sustentabilidade”, afirma Vanessa. “É um caminho longo e ainda estamos trilhando mas já se tornou um eixo da nossa atuação, temos orgulho de buscar um produção responsável em toda a cadeia não só porque isso nos permite acessar alguns mercados mas porque de fato queremos trazem um impacto positivo para a região”, complementa.

A adoção de processos e certificações sustentáveis mudou o paradigma de trabalho no grupo de forma integral. A empresa que opera ainda na armazenagem de grãos, silvicultura e pecuária também adota medidas práticas como o plantio direto, captação de água da chuva, coleta seletiva e reciclagem de lixo.

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