Sobre o trigo e o espaguete

Sobre o trigo e o espaguete

Assim como acontece em diversas culturas, também podemos encontrar diversas espécies de trigo nas lavouras, cada um com suas próprias características e qualidades, que podem ser aproveitadas de diversas formas.

E entre todas as espécies existentes, duas se destacam: o Triticum aestivum e o Triticum durum. A seguir, falaremos sobre o segundo tipo, também conhecido como trigo duro, que é o ingrediente usado no preparo de massas, cuscuz, semolina e, em certas regiões, até quibe e tabule.

A propósito, talvez você deva se lembrar do grão duro, nós já falamos dele em nossa página. Ele é a grande estrela do projeto Grano Armando, que conduzimos com pequenos produtores italianos para aumentar a qualidade e a produtividade das culturas.

A farinha feita a partir desse trigo é ótima para o preparo de pastas (espaguete, farfalle, penne, etc.) porque produz massas mais duras e elásticas que, consequentemente, são mais resistentes ao cozimento. Sendo assim, é muito mais simples de atingir o ponto nas massas de trigo duro do que nas massas tradicionais. Outra vantagem a favor das massas feitas a partir desse trigo é que elas soltam menos amido na água, fazendo com que o macarrão não grude tanto.

É isso. Parece pouco, né? Mas isso faz uma grande diferença!

Agora…

Apesar de ser o tipo ideal para o preparo de massas, no Brasil, é mais comum encontrar marcas que apresentem o trigo comum em sua composição, já que ele é mais barato e fácil de cultivar em nosso território.

Aaahh, e caso esteja se perguntando…

Esse trigo é mais resistente ao cozimento porque, nele, há mais proteínas e glúten do que em outras espécies.

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