Sistema Campo Limpo

Sistema Campo Limpo

Há pouco tempo fizemos um texto aqui em nosso blog sobre as obrigações do agricultor com relação ao descarte de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Falamos sobre os tipos de embalagem, sobre a necessidade de higienização delas após o uso, sobre as regras para armazenamento e sobre as unidades de recebimento. Caso queira reler esta matéria basta clicar aqui.

Agora mostraremos a segunda etapa desse processo, em que o Sistema Campo Limpo, gerenciado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, o inpEV, é destaque.

Este programa de logística reversa, que começou a funcionar  em 2002, tem a missão de promover a destinação ambientalmente correta das embalagens vazias. Ele oferece mais de 400 unidades de recebimento distribuídas em 25 Estados e no Distrito Federal. O processo de gestão dessas unidades é feito por associações e cooperativas que contam com o apoio do inpEV. Todas, sem exceção, são ambientalmente licenciadas para esse trabalho.

Existem dois tipos de unidade de recebimento de embalagem vazias – os postos e as centrais. Abaixo vamos falar um pouco sobre cada um deles:

Os postos de recebimento, de acordo com resolução do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente – devem ter, no mínimo, 80 m² de área construída e são geridos por Associação de Distribuidores ou Cooperativa. Estes postos realizam os seguintes serviços:

– Recebimento de embalagens lavadas e não lavadas;
– Inspeção e classificação das embalagens entre lavadas e não lavadas;
– Emissão de recibo, confirmando a entrega das embalagens pelos agricultores;
– Encaminhamento das embalagens às centrais de recebimento.

Já as centrais de recebimento, também por determinação do CONAMA, devem apresentar 160 m² de área construída e também são geridas pela Associação de Distribuidores ou Cooperativa, mas nesse caso com o apoio do inpEV. Realizam os seguintes serviços:

– Recebimento de embalagens lavadas e não lavadas (de agricultores, dos postos e dos estabelecimentos comerciais licenciados);
– Inspeção e classificação das embalagens entre lavadas e não lavadas;
– Emissão de recibo confirmando a entrega das embalagens;
– Separação das embalagens por tipo (COEX, PEAD MONO, metálica, papelão);
– Compactação das embalagens por tipo de material;
– Emissão de ordem de coleta para que o inpEV providencie o transporte para o destino final (reciclagem ou incineração).

Antes dessas práticas de descarte de embalagens serem adotadas, grande parte delas era enterrada, queimada ou jogada em rios, o que acabava impactando o meio ambiente.

Hoje, com a influência do Sistema Campo Limpo, o Brasil lidera a lista dos países que sabem descartar corretamente suas embalagens. Segundo dados do último relatório de sustentabilidade do instituto, no período entre 2002 e 2015, a destinação adequada de embalagens evitou a geração do equivalente a 9 anos de resíduos gerados por uma cidade de 500 mil habitantes. Ao todo já são mais de 365 mil toneladas de embalagens destinadas que contribuíram para evitar emissões de 514 mil toneladas de CO2.

Quer saber mais sobre o Sistema Campo Limpo e o inpEV? Acesse o site www.inpev.org.br

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