Silvania e a Importância da Vacinação

Silvania e a Importância da Vacinação

Você já ouviu falar sobre poliomielite? Se não, pode agradecer a uma gotinha! Há algumas décadas atrás, a conhecida paralisia infantil estava sendo estudada com o intuito de ser erradicada mundialmente. Então, um médico pesquisador chamado Albert Sabin desenvolveu e disponibilizou a vacina oral, após muitos testes e trabalhos. Sua vacina cumpriu a missão em muitos lugares do mundo, exceto alguns poucos países em que há casos até hoje.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1989, porém, por resistência à vacina de alguns pais e responsáveis, ela não deixa de aparecer de vez em quando. Há também algumas cidades que não possuem uma cobertura adequada de cuidados com as vacinas, e, com isso, surgem alguns outros casos. É justamente esse o alerta de Silvania Darezzo, colaboradora da Syngenta.

Silvania foi diagnosticada com poliomielite muito cedo e enfrentou diversas dificuldades em sua vida.

“Pela falta dessa gotinha, não fui só eu quem sofri. O mundo à minha volta sofreu. Era terrível para minha mãe saber que as crianças, correndo em volta de mim, estática, chamavam-me de ‘menina de ferro’, usando aparelhos para ajudar na minha locomoção”, diz Silvania Darezzo. Nascida em São Paulo, ela teve uma vida normal até os seis meses de idade, quando, após alguns diagnósticos de simples inflamação na garganta, passou a perder o tônus muscular da parte inferior do corpo.

“No Hospital das Clínicas, diagnosticaram a poliomielite e, claro, só fui entender o que isso significava mais tarde. Era difícil ir à escola e havia um preconceito monstruoso quanto à minha condição. Minha irmã mais nova trazia as tarefas dela para casa e eu fazia, aprendia, tentava recuperar o tempo perdido. Meus outros irmãos também sentiam os efeitos disso em suas vidas. Todos sentiam. Em geral, o sentimento era de perplexidade por eu ter paralisia infantil na maior cidade do Brasil, onde há tanto desenvolvimento e informação”, recorda.

Entretanto, apesar de tudo isso, ela enfrentou bravamente sua condição e andava sozinha de ônibus, estudou Contabilidade, aprendeu datilografia, foi atrás de seu primeiro emprego, entre outras coisas. Mas apesar de ter muita determinação, ela conta sobre seu caminho árduo e faz um alerta: “Uso essa minha necessidade e habilidade de me comunicar para falar para todo mundo, sempre que posso, que ninguém mais precisa percorrer todo esse caminho, tão maluco quanto o meu, para chegar aonde cheguei. Eu digo que é muito simples: basta não negligenciar um ato tão importante e se vacinar, vacinar as crianças!”. A mensagem que ela quer passar a todos é que a vacina não é dispensável, tampouco uma chateação, ela representa um gesto de amor e cuidado, auxiliando no combate da poliomielite e outras doenças que já possuem vacinas há muitos anos.

Vamos fazer a diferença desde já?

A Campanha de Vacinação contra Poliomielite e Sarampo será realizada nacionalmente de 6 a 31 de agosto. Crianças de 1 a 5 anos não completos devem ser vacinadas, mesmo as que já foram imunizadas anteriormente.

Está em nossas mãos mudar a situação de altos índices de casos de sarampo e pólio. Proteger e zelar pela vida das crianças também é nosso papel.

Lembre-se de conferir o Calendário de Vacinação 2018 e verifique se seus filhos e conhecidos estão com as imunizações em dia!

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