Perspectiva 2018

Perspectiva 2018

Um novo ano está começando. E para deixá-los preparados para as possíveis nuances do mercado agrícola em 2018, resolvemos apresentar as perspectivas do Rabobank para os principais cultivos do país. Confira a seguir:

Cana, açúcar e etanol

Segundo indicações do estudo realizado em 2018 teremos uma safra mais “alcooleira”, devido às medidas introduzidas em 2017, como aumento de PIS/COFINS de combustíveis e tarifa de importação de etanol, que conferirão maior competitividade para o etanol durante o ano. Mesmo assim, é importante ficar atento às variações do câmbio e do petróleo, que podem prejudicar a competitividade da cultura.

Acompanhar o clima nesse cenário é primordial, principalmente entre outubro 2017 e fevereiro de 2018, período em que 80% do crescimento da cana normalmente acontece.

Café

A expectativa de safra do café brasileiro para este ano é bastante positiva, em parte por causa da recuperação da produção do café conilon, no Espírito Santo. Além disso, nenhum país produtor apresenta sinais de quebra, o que diminui uma possível alta nos preços, como ocorreu em 2016 e parte de 2017.

Ainda sobre o mercado de conilon, espera-se uma queda dos preços devido às boas safras no Vietnã, Indonésia e Brasil, e com o excesso de oferta desse e do café arábica em 2018, a indústria não deverá ter problemas com o abastecimento de cafés menos nobres.

Sobre o clima, há previsão de uma seca prolongada, que pode impactar a safra e resultar em uma valorização dos preços.

Algodão

A perspectiva é de aumento de produtividade dos principais países produtores e, consequentemente, do crescimento dos estoques globais de algodão, após dois anos de retração.

Apesar desse possível aumento, os fundos não comerciais ainda mantêm a posição “comprada” e a expectativa é que essa posição possa se inverter, pressionando as cotações da pluma no mercado internacional no curto prazo. Além disso, com a recuperação econômica, o consumo de algodão no Brasil e no mundo deve se elevar neste ano.

Por fim, devido ao aumento do preço do petróleo e a tendência de restrição na produção de fibras sintéticas na China, as cotações do algodão no mercado internacional podem subir.

Soja

Neste ano, os Estados Unidos devem bater recorde de produção, com 120 milhões de toneladas de soja na safra 2017/18. Já o Brasil, deve alcançar a segunda maior produção de soja de sua história na temporada 2017/18, com 107 milhões de toneladas.

Em relação ao mercado, com o aumento da mistura mandatória de biodiesel no diesel, prevista para março de 2018, a demanda por grão para produção de óleo de soja deve subir.

E por fim, um ponto que merece atenção é a crescente probabilidade de ocorrência do evento climático La Niña. Assim, vale acompanhar o desenvolvimento das lavouras da Argentina, do Sul do Brasil e dos EUA, em meados de 2018.

Milho

A produção brasileira de milho na safra 2017/18 é estimada em 88 milhões de toneladas, 10% menor que no ciclo 2016/17. Mesmo assim, a previsão é boa, já que o consumo de milho da última safra deve ser impulsionado pelo crescimento da produção de carnes e pela demanda da nova usina de etanol em Mato Grosso. Além disso, estoques em queda devem dar sustentação aos preços do milho no mercado internacional.

Para o mercado, tudo aponta que a definição da safrinha era a responsável pelos preços do milho na safra 2017/18. E vale lembrar também, a possibilidade de ocorrência do fenômeno La Niña que pode impactar na decisão de plantio dos agricultores.

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