Parente “estranhão” da couve-flor

Parente “estranhão” da couve-flor

Faremos uma breve analogia para explicar o que exatamente é o Romanesco. Sabe aquele parente que você acha um pouco estranho, mas que no fundo é bem divertido e agradável? Esse é o Romanesco! Pelo menos aos olhos de seus “primos” da família Brassicaceae, a couve-flor, o brócolis, e o repolho.

Uma das maiores dúvidas a respeito desta hortaliça é saber se ela é comestível. E a resposta para isso é: sim. Ela tem uma consistência mais tenra que a da couve-flor, portanto, pode ser cozida ou apreciada crua, em saladas. Quanto ao seu sabor, você perceberá, logo ao experimentá-la, um gosto intermediário entre o brócolis e a couve-flor.

A região Brasileira que mais produz esse vegetal é a sudeste, mas, mesmo assim, em pequena escala. Isso porque o produto ainda tem uma demanda limitada pela falta de conhecimento sobre a cultura no Brasil. Dessa forma, os maiores consumidores do Romanesco são os restaurantes.

O cultivo dela acontece de fevereiro a junho, com ciclos que duram, em média, 120 dias. Odeiam o calor e evitam ao máximo tomar sol, tanto é que crescem à sombra de suas próprias folhas. Quando expostos ao sol, seus botões se abrem adquirindo tonalidades de vermelho, rosa ou roxo. Isso não significa que a planta está estragada, muito menos que tenha havido qualquer prejuízo à qualidade nutricional da hortaliça, no entanto, as plantas verdes são as mais procuradas pelos comerciantes.

Agora, se começamos com uma analogia, vamos finalizar com um silogismo! Pode-se afirmar que o Romanesco é fractal, ou seja, possuí um formato que se repete infinitamente em menor escala. Se você prestar atenção, verá que o formato cônico dele é repetido em cada uma de suas flores, só que em menor escala e assim por diante. Esse é um padrão encontrado em várias partes da natureza, como em corais e folhas de samambaia, e também, encontrado em fórmulas matemáticas.

Levando isso em consideração, vamos lembrar de uma frase de Mark Twain, escritor de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, que diz: “A couve-flor não passa de um repolho com educação superior”. Sendo assim, imaginamos que o Romanesco não passa de uma couve-flor com mestrado em engenharia espacial.

Brincadeiras à parte, o Romanesco é uma hortaliça muito curiosa e interessante.

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