O valor do conhecimento vindo do campo

O valor do conhecimento vindo do campo

Pense em pesquisa. Agora, no trabalho rural. É muito provável que sua mente tenha gerado duas imagens: uma, no laboratório; outra, no campo. Mas você sabia que os trabalhadores rurais têm vital importância na pesquisa, para a Syngenta? São eles que, por exemplo, manipulam diariamente nossas sementes e plantas, cruzando manualmente variedades e obtendo dados e materiais que passam, então, pelo laboratório e entram no pipeline para o lançamento de produtos de alta qualidade. É o caso de Marli Morais, colaboradora da Syngenta Agrícola que atua em Melhoramento Genético em nossa Estação Experimental em Holambra (SP). Essa é uma história de amor pelas plantas e de retribuição a tudo o que a roça – como ela mesma diz – lhe ensinou ao longo da vida.

A base, as raízes: a família

“Nasci em Mogi das Cruzes e ali, na região do Alto Tietê, que abastece a maior parte da demanda paulista por hortaliças, cresci trabalhando na fazenda de nossa família. Morava com meu irmão e trabalhávamos com as culturas de tomate, brócolis, coentro… Inclusive, tive contato com uma semente de brócolis híbrido da Syngenta lá atrás, em seu lançamento. Achei interessante que a Syngenta levasse a nós um material tão bom”, inicia Marli, reconhecendo os sinais já presentes em sua vida e que a trariam para este lado do agro, anos depois.

O trabalho familiar ensinou muitas coisas à agricultora, mas chegou a época em que ela ansiava por mais independência financeira. Teve alguns empregos formais longe da agricultura, mas logo “vi que não era para mim”. A mudança para Itatiba, com a mãe, foi mais uma grata coincidência que a conduziu até a Syngenta.

Alçando voo… de volta para “casa”?

“Fui procurar um emprego, pois era preciso. Mas meu desejo era continuar trabalhando com que eu sabia, com o campo. Foi quando minha irmã trouxe ao meu conhecimento a Estação Experimental da Syngenta. Eu não tinha noção do que era feito ali e, para falar a verdade, pouca gente que eu conhecia, tinha. Mas logo entendi que o trabalho com melhoramento genético tinha muito a ver com o que eu fiz a minha vida toda. Ou seja, percorri esse caminho para estar onde, novamente? Na roça, meu cantinho!”, diverte-se Marli.

Em 2007, ano relatado por ela acima, quando ingressou na companhia, a Estação ainda ficava em Itatiba e, algum tempo depois, quando o volume das operações aumentou, foi transferida para Holambra, também no Estado de São Paulo. Lá, Marli continuou aprendendo e, com suas carinhosas memórias da infância e adolescência, foi ligando os pontos. “Eu pensei: então era assim que aquelas sementes uniformes, perfeitinhas, com tanta qualidade, chegavam até a fazenda da minha família? Foi quando realmente vi que era o que queria fazer da minha vida”.

O merecido reconhecimento e o trabalho diário com as plantas

Marli é colaboradora da Syngenta Agrícola, que provê condições dignas de trabalho a pessoas que, como ela, adquiriram conhecimento sobre o campo ao longo da vida, tendo a oportunidade de seguir nessa frente, com boa remuneração e estrutura. Todos os dias, ela realiza o cruzamento entre variedades de plantas, principalmente de pimentão e tomate. Neste trabalho, parte-se de milhares de materiais para chegar a um só, a melhor variação possível do produto.

“Sinto que o que faço é bom não só para mim, mas para muita gente. Desenvolvemos aqui o que muitas famílias utilizam para garantir a sua própria subsistência. Quando estava na roça com minha família e plantava uma ‘lata’ de alface que não dava certo e acabava dando prejuízo, tive noção do valor de um material de qualidade. Hoje vejo que o que fazemos aqui pode evitar esse tipo de situação e permitir que famílias como a minha prosperem também”.

Apesar de toda a tecnologia empregada hoje no agro, sempre será necessário o contato com as plantas. E Marli tem plena consciência disso.

“Me perguntam se eu não gostaria de trabalhar em outro ambiente, sair da estufa, ir para o escritório, para o laboratório… E minha resposta é sempre não (risos). Eu prefiro colocar a mão na massa. No fim do dia, trabalhei bastante, suei? Sim! Mas o trabalho está feito. A gente mexe numa flor hoje e, daqui a duas semanas, vem o fruto. Aquele desenvolvimento depende do meu cuidado, e quanto mais a gente aprende, mais esse amor cresce. Outro dia, uma pessoa nova na Estação chegou à estufa e me perguntou: – Marli, o que eu faço agora, dou bom dia para elas? É claro que respondi, sim, dê bom dia a elas! Estão vivas, precisam do nosso carinho”, conta ela, com um tom evidentemente apaixonado.

Arriscamos dizer até que as plantas respondem: e o resultado desse diálogo afetuoso é a qualidade que impulsiona a agricultura adiante.

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