O besouro das colmeias

O besouro das colmeias

O besouro das colmeias começou a ser identificado no Brasil e já está causando um frisson entre os apicultores do país.

O Aethina túmida (nome científico desse inseto) foi encontrado pela primeira vez em certas regiões da África Subsaariana, ainda no ano de 1867. Mais de cem anos depois, esse inseto cruzou o oceano Atlântico, chegando, em 1996, aos Estados Unidos da América. De lá pra cá, se espalhou ainda mais, tendo ocorrências em países como Egito, Austrália, Canadá, México, Itália e Portugal, até que, no final de 2015, deu as caras aqui no país.

A grande preocupação com a chegada desse inseto se deve, principalmente, por causa de sua fase larval, quando o besouro se alimenta das larvas das abelhas e do pólen coletado por elas. Além disso, ele também acaba esburacando a colmeia para se alimentar, causando a fermentação do mel e do pólen, que acabam se tornando impróprios para consumo. Não fosse o bastante, em casos mais sérios de infestação, pode ocorrer a fuga e o abandono das colmeias por parte das abelhas.

Tirando os problemas causados nas colmeias, a praga ainda é considerada “osso duro de roer” por ter uma alta capacidade de propagação. Esses insetos podem voar por diversos quilômetros, são resistentes a diferentes tipos de clima e conseguem sobreviver por dias se alimentando só de frutas ou até mesmo sem se alimentar.

Para controlar a aparição desses besouros, recomenda-se a adoção de técnicas de manejo cultural, biológico e mecânico. No manejo cultural, procura-se utilizar novas prática apícolas para limitar a presença do inseto. No biológico, utiliza-se a seleção genética de algumas colônias, capaz de detectar e combater a invasão destes. Por fim, no mecânico, adota-se o uso de armadilhas para capturá-los e eliminá-los.

A presença do besouro das colmeias, no Brasil, ainda não causou grandes danos, mas é sempre bom ficar atento. Em casos de anormalidade, informar a Coordenadoria de Defesa Agropecuária de sua cidade é essencial.

 

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