Mulheres: um retrato na evolução científica

Mulheres: um retrato na evolução científica

As mulheres estão cada vez mais presentes nos setores de desenvolvimento científico e tecnológico. Rompendo barreiras e quebrando estereótipos, conquistam espaço, posicionando-se como referência no mercado de trabalho.

Para Camila Camata, coordenadora na área de segurança de produto na Syngenta, não foi diferente. Contando um pouco sobre as conquistas e desafios encontrados, relata em entrevista suas vivências e perspectivas sobre a mulher no mercado de trabalho e em um setor que é movido à inovação.

Como você descobriu sua vocação para ciência e biologia?
“Desde que me lembro, gosto de saber como a natureza funciona. Aos 15, vi que havia carreiras ligadas a esse interesse e foi quando decidi ser bióloga – certeza que só aumentou conforme aprendia sobre a profissão. A biologia me permitia muitos caminhos distintos como cientista, mas como queria aplicá-la a questões ambientais práticas, deparei-me com a temática da polinização de culturas agrícolas para minha pesquisa de iniciação científica.”

E o caminho até sua atual colocação no mercado, como foi?
“Esse foi meu primeiro contato com a agricultura e deu muito certo. Além de ser uma área especialmente importante no Brasil, me permitiria trabalhar com a vida animal, algo que me encantava desde criança! Eventualmente, foi o que se tornou o tecido conectivo para vir trabalhar na Syngenta, algo que nem imaginava que faria. Mas era o tipo de emprego que me proporcionava exatamente o que eu queria e foi interessante encontrar um ambiente com uma forte presença de mulheres na minha área.”

Como é ser uma mulher que atua no setor?
“Certamente noto que, aqui, como em qualquer outro lugar, o fato de ser mulher às vezes afeta a forma como sou considerada em determinadas discussões ou como sou vista ao assumir algumas posturas. Espera-se muito que sejamos delicadas e doces, e quando preciso ser mais firme, há um grande esforço para superar essa imagem frágil e isso ainda pode trazer rótulos indesejados, como o de arrogante, algo que não acontece normalmente com os homens, que por sua firmeza são tidos como ‘objetivos’.”

Como você lida com os desafios que a mulher enfrenta no mercado de trabalho?
“É um desafio grande lidar com isso, mas quando se ultrapassa essa barreira com firmeza inspiramos respeito e boas relações profissionais se concretizam. Apesar de ser difícil fugir dos rótulos, é muito importante que nós, mulheres, estejamos juntas em ajudar umas às outras e aos homens, é claro, a revermos conceitos e a entender como superar essas dificuldades. Um caminho é mostrar como a produtividade independe do gênero e como uma empresa ganha com a pluralidade de ideias e experiências.
E o Dia Internacional da Mulher é um momento de lembrar da luta que há pela igualdade de direitos; que nossa voz é tão importante quanto outras e que é papel de todos desafiar suas próprias convicções. Buscar a igualdade de direitos significa promover para todos a oportunidade e a liberdade de escolha de ser e fazer o que nos faz felizes.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *