Mulheres: um retrato da força no agro

Mulheres: um retrato da força no agro

Lorenna Meireles, cresceu em uma região que costuma estimular o interesse do mercado agrícola e foi nesse ambiente que aumentou também sua vontade de se formar e trabalhar como engenheira agrônoma. Assim como muitas, Lorenna encontrou durante sua trajetória profissional muito empecilhos, mas que no final a fortaleceram para trilhar a carreira no mundo agro.

Hoje, Lorenna é representante técnica de vendas da Syngenta e dedicou um tempinho para nos contar um pouco sobre sua experiência, sua opinião sobre o papel da mulher no mercado agrícola e os desafios enfrentados diariamente.

Como sua carreira iniciou na Syngenta?
“Cresci em Paragominas (PA), onde me formei Agrônoma. Foi também no Pará que estagiei em uma revenda Syngenta, antes de ir para um intercâmbio nos Estados Unidos da América. Quando voltei, reatei minha conexão com a companhia, como Assistente Técnica de Vendas (ATV), no Mato Grosso.”

Quando você decidiu ser Agrônoma?
“Minha vontade de trabalhar no agro veio mesmo lá do começo: a região onde me criei é o que chamamos fronteira agrícola, ou seja, não tradicional na atividade rural, mas que começa a ter potencial para isso e despertar o interesse do mercado. Despertou o meu também! Passei por muitas localidades diferentes sem nunca ter dúvida de que era o que eu queria para mim.”

Quais desafios, como mulher, você enfrentou durante sua trajetória profissional?
“Apesar do incentivo que tive da minha família, encontrei desafios já bem no ‘calor’ da profissão. Ouvir dizer que lugar de mulher é no escritório. Que não teria força para carregar peso. Cheguei até a ser questionada se era capaz de abrir uma cancela. São coisas que a gente ouve e acaba se sentindo na obrigação de provar o contrário. Não deveríamos, mas colocamos um esforço extra em muito do que fazemos. Mas é nesses momentos que percebemos nossa força para mudar o cenário.”

Você acha o agronegócio um ambiente majoritariamente masculino?
“O campo é, sim, muito masculino, mas conforme mais mulheres se formam nas faculdades ligadas à atuação rural – e hoje são maioria, inclusive, nesses cursos – há mais contratações também.”

Como você acha que as lideranças das empresas estão lidando com isso?
“O olhar das lideranças para compor equipes mudou e vejo que minha forma própria, feminina de trabalhar, é valorizada. E vejo isso nas histórias que as colegas compartilham: a gente reconhece os desafios e as conquistas umas das outras e isso cria um senso de comunidade.”

Em sua opinião, o que podemos fazer para melhorar esse cenário?
“Falar sobre tudo isso ajuda! Mantenho com alguns colegas um podcast chamado Papo Agro, em que abordamos muitas das dificuldades enfrentadas no campo para que mais pessoas, homens e mulheres, possam compartilhar soluções técnicas e do dia a dia entre si. Creio que, para encurtar o caminho até um cenário mais igualitário, temos de desenvolver nossa autoestima e autoconfiança. E saber que o que nos diferencia também nos fortalece. Ainda existe preconceito, mas isso está mudando. E por estar onde estou hoje, sou prova viva de que já mudou, e muito.”

Se você gostou deste texto, certamente vai curtir também conhecer a trajetória da Luciani Zamboni, que é agricultora, e da Camila Camata, que que trabalha na parte de segurança do produto da Syngenta, em São Paulo. E como você sabe: lugar de mulher é aonde ela quiser!

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