Mosca branca, código vermelho

Mosca branca, código vermelho

O primeiro registro de mosca branca ocorreu na Grécia, em 1889, em plantas de fumo; e de lá para cá, pouca coisa mudou. A mosca continua sendo uma das pragas mais conhecidas dos produtores e está presente em diversos tipos de plantações.

Medindo de 1 a 2 milímetros, o inseto tem uma coloração amarelo-pálida, quase branca, com olhos negros que se destacam. Não é muito ágil, sendo fácil capturá-lo. No entanto, tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos –  em média 200 por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Preferem climas mais secos e quentes, fatores que estimulam sua fertilidade e tempo de vida.

Em algumas culturas, os danos causados pela mosca branca podem ser devastadores; casos de alta densidade populacional podem ter perdas de até 50% da produção. Entre os sintomas encontram-se folhas murchas e enrugadas, com coloração amarelada, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina (um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas) e, em certos casos, redução de floração. Além desses problemas, a mosca branca ainda oferece grandes prejuízos às plantas jovens, que podem ter o crescimento subitamente paralisado.

A lista de plantas infectadas pela mosca é grande e conta com diversos itens de cultivo comercial, como tomate, feijão, soja, brócolis, couve-flor, repolho, algodão, abobrinha, melão, chuchu, melancia, pepino, berinjela, fumo, pimenta, pimentão, uva, algumas plantas ornamentais, como o bico-de-papagaio, e até em plantas daninhas como o picão, joá-de-capote, amendoim-bravo e datura.

As formas de controle dessa praga variam bastante, mas as três principais são o controle químico, o controle cultural e controle biológico.

O controle químico é realizado através de inseticidas e costuma ser utilizado em casos de alta concentração de insetos. O controle cultural, outra prática importante, funciona como medida preventiva; nele os agricultores devem plantar mudas sadias e vigorosas, tendo muito cuidado ao eliminar ervas daninhas e viroses, logo nos primeiros dias. Por último, temos o controle biológico – uma medida auxiliar que se utiliza dos predadores naturais da mosca branca para manter o controle.

Recentemente a Syngenta obteve a extensão do registro do Polo 500 SC, um inseticida para controle da mosca branca, que agora pode ser usado em plantações de algodão e soja.

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