Inimigo #1 do algodão

Inimigo #1 do algodão

O algodão é alvo constante de diversas pragas. Helicoverpa, pulgões e mosca-branca são alguns exemplos de inimigos que os cotonicultores enfrentam diariamente. Mas nenhum deles é tão ameaçador e prejudicial à produtividade dessa cultura quanto o bicudo-do-algodoeiro.

Anthonomus grandis, nome científico desse inseto, é um pequeno besouro de coloração cinza ou castanha que possui mandíbula longa e afiada, perfeitas para esburacar os botões florais e a maçãs dos algodoeiros (seu alimento favorito).

O grande problema é que, além de se alimentar dessas maçãs, ele também deposita seus ovos em seu interior, o que acaba dificultando a localização da praga. E ainda pior! Apesar do ciclo de vida do inseto ser relativamente curto, sua ovoposição é alta, chegando a até 300 ovos por fêmea. E imagine que, em apenas uma safra de algodão, podemos ter até 6 gerações dessa praga coexistindo. Ou seja, um poder de destruição rápido e silencioso.

E, como se já não bastasse, precisamos avisar. Remediar, ao invés de prevenir, é uma péssima opção para lidar com ele. Isso porque, em caso de infestação, as perdas podem ser de até 70%.

Por isso, as principais formas de combater essa praga são o monitoramento contínuo de talhões e o uso de técnicas de controle biológico e químico, por meio de uma solução integrada.

A Syngenta oferece algumas soluções para esse problema, como o Voliam Flexi e o Engeo Pleno. Em caso de ataques, recomendamos, como sempre, que os agricultores procurem um engenheiro agrônomo para poder avaliar e, assim, recomendar as melhores medidas.

Agora, para finalizar, um detalhe curioso! O bicudo-do-algodoeiro tem a capacidade de reduzir seu metabolismo, entrando numa espécie de hibernação. Com isso, ele consegue sobreviver mesmo no período de entressafras, alimentando-se apenas de grãos de pólen de outras espécies enquanto aguarda o retorno da cultura.

2 comentários

  1. Jonas Gonzatti diz:

    Somente ações coordenadas dos produtores como a destruição de soqueiras, uso de produtos eficientes e monitoramento constante podem reduzir os prejuízos do bicudo.

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