Há tanto para falar sobre a baunilha…

Há tanto para falar sobre a baunilha…

Fale a verdade. Só de ouvir a palavra baunilha você já fica com a boca cheia d’água, certo? De fato, é bem difícil encontrar alguém que se lembre dos inúmeros pratos feitos com o ingrediente e não fique com fome.

Mas logo você estará mergulhado em tantas curiosidades sobre a baunilha que a vontade de comer será sua última preocupação.

Para dar início a esse passeio “baunilístico”, resolvemos oferecer a origem da palavra `baunilha` para vocês. Partindo disso, realizamos uma rápida pesquisa etimológica e encontramos a palavra “vainilla”, um diminutivo da palavra espanhola “vaina”. Em seguida, buscando o significado dessa última, encontramos a palavra “vagĭna”, que em latim, assim como em espanhol, significa bainha.

Agora, caso você esteja se perguntando o que diabos uma coisa tem a ver com a outra, adiantamos que bainha refere-se à vagem da planta, aquela que guarda as sementes da baunilha. E antes de prosseguir falando dessas sementes, faremos uma breve pausa para uma curiosidade botânica!

Você sabia que a família das orquídeas tem mais de 20 mil espécies? E que elas são a maior família de plantas floridas do mundo? E, ainda, sabe por que estamos te contando algo tão aleatório?

Por dois motivos: primeiro, porque as 150 variedades de baunilha que encontramos na natureza são espécies dessa família e segundo, porque elas são as únicas orquídeas comestíveis do mundo!

Bacana, né?

Agora, voltando ao lance das bainhas e das sementes…

É essa última, de forma pura, que fazem da baunilha a segunda especiaria mais cara do mundo, só perdendo para o açafrão. Para você ter uma ideia, em certos casos, o quilo dela pode chegar a mil dólares, por exemplo. E talvez, com isso, você tenha percebido que a baunilha que nós conhecemos não deve ser a sua forma mais pura.

De fato, o gosto que estamos acostumados a sentir vem da essência de baunilha, um dos derivados dessas sementes. Além dela, também podemos encontrar o extrato de baunilha, a baunilha em pó ou o sal e o açúcar de baunilha.

O fato é que consumir uma baunilha de qualidade exige investimento e por isso, ela tem muito valor. Desde o tempo dos Astecas isso já é uma verdade. Há centenas de anos, eles já utilizavam as vagens de baunilha como moeda, por exemplo.

A propósito, não falamos disso anteriormente, mas a baunilha é uma planta nativa da América. Uns, dizem que ela foi levada para a Europa em 1520 por Hernan Cortez, um famoso aventureiro espanhol, outros, que foi o presente do último líder asteca aos espanhóis. No fim das contas, não dá para ter certeza absoluta de como ele chegou lá, mas que bom que chegou.

Ainda no caso do Hernan, reza a lenda que, além da baunilha, ele também apresentou o cacau para o velho continente (e você achando que o Pedro Álvares Cabral que era maneiro).

Atualmente, Madagascar, Indonésia, China e México são os maiores produtores da planta e estima-se que seu consumo anual chegue a 5,5 milhões de toneladas.

E ai, é muita coisa interessante, não é não? 🙂

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