Frutas cristalizadas

Frutas cristalizadas

Com as festas de fim de ano cada vez mais próximas, crescem a aparição e o consumo das frutas cristalizadas. E mesmo que elas provoquem tantas opiniões divergentes, sendo amadas por uns e odiadas por outros, essas polêmicas frutinhas estão presentes em grande parte das ceias de Natal do nosso país. Reza a lenda, inclusive, que a aparição delas e a piada do pavê são itens indispensáveis nessas festas.

Especulações à parte, aproveitamos a ocasião para te inserir nesse “doce” mundo das frutas cristalizadas!

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A primeira coisa que você deve saber é como a Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos define esse tipo de alimento. No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, aparece mais ou menos assim:

“[…] em conformidade com o disposto no capítulo V, artigo 28, do Decreto-Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969, fruta cristalizada ou glaceada é o produto preparado com frutas, atendendo as definições destes padrões, nas quais se substitui parte da água da sua constituição por açúcares, por meio de tecnologia adequada, recobrindo-as ou não com uma camada de sacarose.”

Achou um tanto complicado? Nós simplificamos:

“O processo de cristalização nada mais é do que a substituição de grande parte da água presente nas frutas por açúcar.”

Parece simples, né? E é mesmo… A EMATER de Minas Gerais até fez uma cartilha de como fazer! (Veja no final desse post).

A segunda coisa que você (não) tem que saber, mas que nós queremos te contar, são as principais frutas utilizadas nesse processo. São elas, em ordem alfabética: abacaxi, abóbora, damasco, figo e a laranja. E elas são as principais porque são as mais adequadas ao processo, que requer frutas com rigidez específica que facilite a troca entre o suco das frutas e o açúcar.  Apesar disso, é possível utilizar a técnicas em outras culturas, e até mesmo em cenouras e chuchus, por exemplo.

Por fim, apresentamos a última vantagem dessa técnica, que é sua capacidade de evitar o desperdício de alimentos.

Há algum tempo fizemos uma publicação a respeito do desperdício de alimentos. Nela, mostrávamos como a grande parte do desperdício acontecia antes mesmo de o alimento chegar à mesa, seja durante a colheita, o armazenamento, o transporte ou a comercialização. No caso das frutas: o armazenamento, as condições de temperatura e o manuseio são fatores-chaves para a preservação do alimento. Em alguns casos, portanto, quando o agricultor não conseguir dar a atenção necessária a toda sua produção, vale a pena investir na cristalização. Acontece que as frutas nesse estado são mais resistentes, tanto à alteração de temperatura quanto aos possíveis danos causados no transporte.

Sabendo de tudo isso, você acaba de se tornar um perito em frutas cristalizadas (ou quase isso). Mas, mesmo assim, se você ainda não gosta delas, que tal uma fruta seca?

Boas festas 🙂

 

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