Entenda um pouco mais sobre degradação do solo

Entenda um pouco mais sobre degradação do solo

Segundo a Organização das Nações Unidas, a ONU, a cada segundo, o mundo perde o equivalente a um campo de futebol, em terras cultiváveis. Erosão, desertificação, poluição e arenização são algumas formas de degradação do solo, e esses problemas têm sido cada vez mais constantes em todo o mundo. É preciso repensar a nossa relação com o solo, imediatamente.

A importância do solo

O solo possui um papel fundamental para a vida na Terra, da manutenção da vegetação (seja em florestas ou em plantações), até o ciclo da água, além de cooperar com a biodiversidade da fauna terrestre.

E os milhares de organismos presentes no solo ainda ajudam a aerá-lo, regular o carbono, os nutrientes e a quebrar elementos tóxicos – lembra a FAO (Órgão das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O solo também ajuda a diminuir a emissão de gases do efeito estufa. E nós, seres humanos, dependemos dele, pois é por meio de um solo fértil que o alimento chega, seguro e saudável, à nossa mesa.

O solo e a agricultura

A população do mundo é crescente. A cada dia, são 200 mil novas pessoas, e isso também significa mais pessoas para se alimentar. Nos próximos 50 anos, serão necessários mais alimentos do que nos últimos 10 mil anos, e produzir toda essa quantidade de alimento não é uma tarefa fácil, já que dos 23 bilhões de hectares da superfície terrestre, apenas 12% são próprios para a agricultura. Por isso, cuidar do solo é cuidar da vida.

A erosão, pela água e pelo vento, a desertificação e a urbanização são algumas das grandes ameaças ao solo. Segundo estimativas da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD), existem, no Brasil, 1.480 municípios que estão suscetíveis ao processo de desertificação e que é agravado por questões climáticas. Práticas agrícolas de má qualidade, como a aragem em excesso, também podem exaurir o campo mais rapidamente, deixando-o cada vez mais exposto à erosão, o que compromete a lavoura e diminui a qualidade e a quantidade dos alimentos produzidos.

Plano de Agricultura Sustentável

A natureza pode demorar até 1.000 anos para produzir de 2 a 3 centímetros de solo. Por isso, é fundamental recuperar terras degradadas para garantir os ciclos naturais, a biodiversidade e a produção de alimentos.

Ao criar nosso Plano de Agricultura Sustentável, em 2013, estabelecemos o compromisso de melhorar a fertilidade de 10 milhões de hectares de terras cultiváveis à beira da degradação. Na primeira fase de nosso Plano (até 2020), contabilizamos 14,1 milhões de hectares de terras degradadas beneficiadas em todo o mundo, superando nossa meta.

No Brasil, sistemas como a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) nos ajudaram a beneficiar 6,3 milhões de hectares. Também conscientizamos produtores e suas comunidades sobre a importância da saúde do solo. Como exemplo, temos a parceria com o Estado do Rio Grande do Sul no Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água, responsável por promover boas práticas agrícolas, que podem ser utilizadas em qualquer propriedade. Esta é apenas uma das iniciativas de nosso Plano de Agricultura Sustentável que cuidam da saúde do solo. Conheça outras, aqui mesmo em nosso blog:

 

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