É a Mela!

É a Mela!

Hoje falaremos de um fungo descoberto há mais de um século! 158 anos para ser mais exato…

O fungo Rhizoctonia solani (teleomorfo Thanatephorus cucumeris (Frank) Donk) é conhecido pelos produtores de todo o planeta, pois pode causar doenças em diferentes culturas. O patógeno é encontrado com frequência em plantações de soja, algodão, batata e beterraba, entre outras culturas agrícolas.

Hoje, vamos focar nos problemas que ela traz para os sojicultores especificamente. A primeira coisa que você deve saber sobre essa doença é que se desenvolve em condições de altas temperaturas e elevados índices pluviométricos, por isso, temperaturas entre 25 e 30°C e umidade relativa do ar acima de 80% são ideais para o desenvolvimento da doença. No Brasil, a mela é importante para os estados de Tocantins, Piauí, Maranhão, Rondônia e em algumas regiões de Mato Grosso.

Seus sintomas podem ser encontrados em toda a parte aérea da planta afetada, principalmente nas folhas do terço inferior e médio. Primeiramente surgem lesões encharcadas (anasarca) de coloração avermelhada que, posteriormente, evoluem para áreas necrosadas que parecem estar empapadas ou meladas em algum tipo de líquido. É daí que surge o nome popular da doença: mela, uma abreviação de melada. Em seguida, o tecido infectado pelo fungo seca e pode causar a queda da folhas e pecíolos necrosados.

Se não receber tratamento adequado, a perda de área foliar causada pela mela pode reduzir a produtividade em até 60%. Além disso, outro ponto que requer bastante atenção dos produtores é a disseminação dessa doença. Isso porque ela tem a capacidade de sobreviver por longos períodos em restos culturais, no solo e até mesmo nas sementes, além de se distribuir por meio da chuva. Como o fungo pode habitar os solos, os respingos das chuvas são os principais responsáveis pela dispersão do inóculo do solo para as plantas em áreas novas, onde ainda não existe a formação adequada de uma palhada. À medida que esta lavoura tenha uma boa palhada, a intensidade de mela pode diminuir, devido a existência de uma barreira física reduzindo o impacto das gotas de chuvas.

É por esse motivo que o controle mais eficiente desta doença se dá por meio de soluções integradas. Utilizar sementes sadias e tratadas industrialmente, rotação de cultura, plantio direto, formação de boa cobertura de palhada e o uso de fungicidas são as melhores maneiras de evitar esse problema nas lavouras.

A Syngenta conta com soluções em seu portfólio para a mela. Se você suspeita que sua plantação está sendo impactada por esta doença, procure um agrônomo para que ele possa fazer o diagnóstico e a recomendação correta.

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