Desvendando a aviação agrícola

Desvendando a aviação agrícola

É comum vermos dúvidas e questionamentos sobre a prática da aviação agrícola no Brasil. Por isso, vamos separar fatos e mitos desta prática tão comum nos campos.

Antes de qualquer coisa, saiba que a prática não é realizada exclusivamente para aplicação de agrotóxicos. Além da pulverização dos produtos químicos, ainda podemos usar os aviões para adubar, semear, reintroduzir peixes em rios e até mesmo apagar incêndios florestais. Também não é uma prática recente, o primeiro voo a acontecer aqui, em território brasileiro, foi realizado em 1947, na região de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

E não são todos os pilotos que podem participar destas atividades. Segundo o Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (MAPA), que é o órgão responsável por regularizar esta prática aqui no Brasil, apenas pilotos que possuem o curso de aviação agrícola (AVAG) e mais de 400 horas de voo, receberão licença para atuar na área. Em 2013, no Brasil, apenas 1200 pilotos tinham esta licença. Para pilotos que desejam trabalhar conosco exigimos também a Certificação Aeroagrícola Sustentável.

No caso dos agrotóxicos, outras regras também são levadas em consideração. Por exemplo, estes produtos só poderão ser aplicados quando houver garantia de não causar perda ou dano a plantações, animais, áreas de proteção ambiental e a saúde da população.

Para garantir este requisito são exigidos:

a) uma distância mínima de aplicação nas áreas de risco (500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros e mananciais de captação de água para abastecimento de população e 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais);

b) o acompanhamento de um técnico agrícola executor;

c) a coordenação de um engenheiro agrônomo;

d) a participação de um piloto agrícola certificado;

Por fim, ainda é necessário levar em conta a velocidade e a direção do vento. Mesmo com o cumprimento de todos os outros requisitos, situações de vento forte, de nenhum vento, ou correntes de ar na direção de possíveis áreas de risco impedem o processo.

Há, ainda, as necessidades de lavar e descontaminar os aviões usados após a aplicação e de reportar mensalmente, à superintendência de seu estado, relatórios de suas atividades.

Outro erro muito comum que as pessoas cometem em relação à aviação agrícola é referente aos seus benefícios. Ao contrário do que você possa pensar, aplicações aéreas são mais baratas e utilizam menos insumos do que as aplicações tradicionais. São, também, mais seguras e eficientes, porque exigem planejamento e uma equipe técnica antes e durante as aplicações. Algumas culturas, inclusive, dependem completamente desse tipo de aplicação. É o caso da cana de açúcar que pode crescer até 4 metros de altura, inviabilizando a aplicação de defensivos de outros modos.

Clique no link a seguir para ter acesso ao decreto que regulamenta a prática: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-86765-22-dezembro-1981-436405-publicacaooriginal-1-pe.html 

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