Cigarrinha-da-raiz

Cigarrinha-da-raiz

A legislação ambiental determinou o fim das queimadas nos canavial até 2031, e, mesmo não tendo parado completamente, a prática já apresenta enormes reduções nos últimos anos. Um exemplo dessa diminuição pode ser percebido na produção dos associados na União dos Produtores de Bioenergia de São Paulo, que já atingiu 91% com colheita mecanizada no último ano e que em 2017 chegará a 100%.

A medida, apesar de positiva, resultou numa abertura para que a cigarrinha-da-raiz, também conhecida como cigarrinha-da-cana, voltasse a crescer com força total, causando grandes danos às plantações.

Presente em todas as regiões do Brasil, principalmente em períodos de grande umidade (quando ele se reproduz), esse pequeno inseto pode gerar perdas de produtividade que podem chegar a até 50%.

Identificá-lo é fácil! Em sua fase adulta, ele mede cerca de 13 mm e pode apresentar duas cores. No caso dos machos, tons mais avermelhados com manchas longitudinais nas costas, e, no caso das fêmeas, uma cor marrom-escura, com as mesmas manchas. Já na fase jovem, pode-se identificar a presença da cigarrinha pela existência de uma espuma esbranquiçada, bem parecida com espuma de detergente, próxima à raiz.

As duas principais fases desse inseto, a inicial (ninfa) e a adulta, causam danos por meio da introdução de toxinas nas plantas. A diferença é como isso ocorre e os danos causados. Na fase inicial (ninfa) dessa praga, que é o momento mais preocupante, o inseto se alimenta da seiva da raiz. Caso não haja tratamento, as plantas apresentarão perdas substanciais de água e nutrientes que, com o tempo, desencadearão o secar das folhas, a diminuição do teor de açúcares das canas e, por fim, levarão a planta à morte. Os adultos também causam prejuízos à planta, mas em outra frente. Eles sugam a seiva das folhas, causando amarelecimento e, em consequência, diminuição da fotossíntese, que em casos mais sérios também pode secar as folhas.

Assim como a maioria das pragas, o controle desse inseto pode ser feito de três modos. Por meio do controle biológico, quando utilizamos um fungo conhecido como Metarhizium, do controle cultural, utilizando-se do desafogamento das soqueiras e do uso de variedades mais resistentes, e o controle químico, feito pela utilização de inseticidas.

A Syngenta conta com soluções em seu portfólio para esse caso. Se você suspeita que sua plantação está sendo impactada por esta praga, procure um agrônomo para que ele possa fazer o diagnóstico e a recomendação correta.

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