Asas do agro

Asas do agro

A aplicação aérea de defensivos agrícolas é uma ferramenta importante para o setor agrícola, mas, além disso, também é uma prática que traz benefícios sociais e comerciais para o país.

Hoje, o Brasil tem a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, com mais de 2 mil aeronaves destinadas a prática e registradas na ANAC. Mais da metade delas, quase 60% desse total, são produzidas por aqui mesmo, por empresas como a Embraer. Isso se traduz em uma alta oferta de empregos, direta e indiretamente, e estimula o desenvolvimento de tecnologias pioneiras na indústria nacional.

Outro ponto que merece destaque é que em condições onde há grandes extensões territoriais nas lavouras, vazios demográficos ou mesmo a inviabilidade da realização da aplicação via trator ou costal, a aplicação aérea aparece como uma atividade precisa e econômica. Sem contar que esse tipo de ferramenta é imprescindível em algumas culturas como arroz, por ter seu solo irrigado e cana-de-açúcar, por conta do tamanho da planta.

Pesquisas inclusive indicam que, considerando o período de 1989 a 2016, um hipotético banimento da aviação agrícola traria fortes impactos na economia e na produtividade, tais quais:

  1. Redução de 67% do volume exportado de algodão (de 8,7 milhões tons para 2,8 milhões tons);*
  2. Redução de 15% do volume exportado de soja (de 572 milhões tons para 488 milhões tons);*
  3. Redução de 5% do volume exportado de arroz (de 283 milhões tons para 268 milhões tons);*
  4. Redução de 3,5% do volume exportado de açúcar (de 283 milhões tons para 273 milhões tons).*
*Mendonça e Nogueira Advogados, aplicação aérea de defensivos agrícolas, 2018

Todos estes impactos nas exportações brasileiras, traria problemas sociais relacionados à distribuição de renda em locais onde essas aplicações são utilizadas. Segundo progressões, isso se traduziria em queda na concentração de renda (coeficiente de Gini) constante nos próximos anos.

No fim das contas, impossível ignorar que a atividade de pulverização aérea se baseia em parâmetros operacionais rígidos, exigindo dos operadores em campo um planejamento detalhado dos passos a serem seguidos durante a aplicação, tais como: gerenciamento, altura de voo, faixa de trabalho, velocidade de aplicação, posição do vento e temperatura. Mas não para por aí, pensando na qualidade das aplicações, o setor criou o Certificado Aeroagrícola Sustentável (CAS), que a partir de treinamentos e auditorias, auxilia as empresas de aviação agrícola na busca pela aplicação assertiva em toda a plantação, sem desperdício e com segurança, seguindo sempre as normas dos órgãos reguladores federais, estaduais e municipais.

E para quem pensa que a prática só acontece no Brasil, aí está um tremendo engano. Países como a Austrália e os Estados Unidos – esse último sendo o detentor da maior frota aero agrícola do mundo -, também utilizam a prática em suas lavouras.

Aliás, quer saber mais detalhes sobre a aplicação aérea? Baixe aqui o resumo executivo do Estudo realizado pela consultoria Mendonça e Nogueira Advogados.

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