Agricultura regenerativa: o futuro é agora

Agricultura regenerativa: o futuro é agora

Nos últimos 40 anos, observamos a evolução da agricultura em diversos aspectos. Em contrapartida, até 2050 estima-se que teremos mais de um bilhão de pessoas compartilhando este planeta. Você já parou para pensar em como vamos alimentar todo mundo?

Aumentar a produção de alimentos sem utilizar mais recursos naturais tem sido um desafio recorrente para agricultores, primordialmente. Por conta disso, gerar sustento para todas as pessoas de modo alinhado à necessária agenda sustentável não pode ser algo a ser pensado somente daqui alguns anos. E é por isso que a agricultura regenerativa deve ser o ponto focal desse debate.

Veja algumas das ferramentas que permitem que os produtores rurais aumentem a produtividade de suas lavouras ao mesmo tempo em que fazem o uso consciente dos recursos naturais e dos insumos.

 

A agricultura holística e a meta de um milhão de hectares

Em parceria com a The Nature Conservancy (TNC), maior organização de conservação ambiental do mundo, desenvolvemos algumas práticas agronômicas que, em conjunto com ferramentas financeiras e protocolos sobre uso de insumos, ajudará agricultores e pecuaristas a trazer pastos degradados de volta ao cultivo.

O objetivo é aumentar a produtividade a curto prazo, permitindo que haja retorno sobre o investimento, e evitar mais degradação ao meio ambiente.

A recuperação de terras é um pilar prioritário da agricultura regenerativa, somando-se, também, o enfrentamento das questões climáticas por meio de ferramentas como o sequestro de carbono e eficiência hídrica.

Conheça um pouco mais sobre o Reverte, nosso projeto de recuperação de solos degradados para a agricultura.

Além disso, o desafio de produzir mais, sem aumentar a área da fazenda, tem ampliado a aposta no sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta), cuja técnica viabiliza a redução de custos, e o ganho duplo de produtividade e sustentabilidade.

Entenda mais sobre o funcionamento do sistema e veja como o Grupo Webler transformou a Fazenda Encantado, no Mato Grosso, em uma área mais sustentável, com menor emissão de gases e maior captação de carbono por parte de seus 256 hectares de eucalipto.

 

Você já ouviu falar em plantio direto?

O sistema de Plantio direto (SPD) é uma técnica de cultivo conservacionista que teve grande desenvolvimento a partir da década de 1990 no Brasil. Trata-se de uma ferramenta essencial para se alcançar a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

Esse sistema de produção requer inúmeros cuidados em sua implantação, porém seus benefícios não se estendem apenas ao solo, o rendimento das culturas também é afetado e a maior competitividade dos sistemas agropecuários. O SPD é efetuado sem as etapas de aração e gradagem, mantendo o solo coberto por plantas e resíduos vegetais, cobertura que por sua vez protege o solo de impactos diretos do escorrimento superficial, das gotas de chuva e das erosões hídricas e eólicas.

Erosão

O processo erosivo se relaciona ao desgaste, transporte e sedimentação do solo. Existem diversos tipos de erosão, mas, grande parte, se relaciona à grande incidência de chuvas e vento que caem no solo com frequência maior do que a capacidade de regeneração.

Práticas agrícolas sustentáveis e conscientes, como o Sistema Plantio Direto, favorecem a recuperação e preservação da diversidade biológica no solo. No Brasil, mais da metade das lavouras fazem uso dessa técnica. Veja a animação e entenda mais como funciona essa tecnologia.

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