A economia do algodão

A economia do algodão

Quando dizemos que o campo está presente em nosso dia a dia, não estamos falando apenas dos alimentos que chegam à nossa mesa. É verdade que grande parte do que é produzido nas lavouras é destinado para a alimentação, mas existem algumas culturas que servem outros propósitos.

O algodão, por exemplo, é um desses casos. A fibra branca do algodoeiro é o recurso natural mais utilizado na industrial têxtil e pode servir de matéria-prima para diversos tipos de tecido, como malha ou jeans.

O uso dessa cultura na produção de papéis e tecidos é antigo, cerca de 4 mil anos, mas foi no século 18, em plena Revolução Industrial, que seu cultivo comercial cresceu vertiginosamente. As primeiras inovações tecnológicas do período estavam concentradas no setor têxtil, que começou a aumentar sua produtividade. Some isso à procura e crescimento de novos mercados e encontramos um grande crescimento pela demanda do algodão, que logo começou a ser produzido em diversos países.

No Brasil, a produção ganhou força apenas na segunda metade do século 18 e aconteceu quando os Estados Unidos, até então os maiores produtores dessa planta, entraram em guerra civil. O conflito gerou uma diminuição das colheitas no país, fato que gerou a queda na oferta desta matéria-prima e, em contrapartida, acabou encarecendo seu preço. Dessa forma, os cotonicultores brasileiros ficaram mais do que convencidos de que era hora de investir nesse negócio.

Atualmente estima-se que a produção anual de algodão no mundo seja de, aproximadamente, 25 milhões de toneladas. Um processo que movimenta cerca de 12 bilhões de dólares por ano e envolve 350 milhões de pessoas.

A Índia é o maior produtor, seguido pela China e, logo em seguida, pelos Estados Unidos. O Brasil segue na quinta colocação, com cerca de 1,5 milhão de toneladas anuais. Ainda sobre o Brasil, os principais Estados produtores por aqui são: Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Maranhão.

Mesmo com o crescimento das fibras sintéticas, o algodão ainda tem um amplo espaço no mercado têxtil. Isso prova a importância tanto da agricultura quanto do investimento em técnicas mais eficientes de manejo e cultivo.

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