Soja contra o HIV

Soja contra o HIV

Uma verdadeira revolução no campo da saúde. É o que podemos esperar do aprimoramento do cultivo da soja geneticamente modificada que, nos próximos anos, deve facilitar e até baratear o combate ao vírus do HIV. A expectativa nasceu de um esforço coletivo internacional, em que pesquisadores da Embrapa, unidos a comunidades científicas dos Estados Unidos, Reino Unido e África do Sul, conseguiram inserir ao código genético da cultura uma substância capaz de neutralizar o desenvolvimento da doença no organismo.

Nesse processo, trechos de DNA da bactéria Nostoc ellipsosporum, encontrada no oceano Atlântico, foram mesclados ao genoma da soja para capacitá-la a produzir uma proteína (cianovirina) inibidora do HIV. Sendo assim, torna-se possível cultivar grãos com alta capacidade de produção dessa proteína, que poderá ser isolada e incorporada a sprays ou remédios capazes de impedir o avanço da doença.

Além dos benefícios imediatos, a evolução dessa técnica na agricultura também abriria portas para outras aplicações no ramo da saúde. Como na produção de insulina, hoje cultivada artificialmente em bactérias ou células humanas em laboratórios, que poderia ser desenvolvida em organismos geneticamente modificados, como a soja, capazes de entregar doses maiores da substância desejada.

O caminho é claro e bastante animador. O próximo passo é testar o material extraído em aplicações para, então, poder enviá-lo para aprovação dos órgãos reguladores e, posteriormente, lançá-lo no mercado.

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