Esse é o pulgão!

Esse é o pulgão!

À primeira vista, chamar os pequenos integrantes da superfamília dos Aphidoidea de “pulgão” parece exagero ou até uma piada de mau gosto. No entanto, chegando ao final da safra, logo se vê por que esses insetos receberam esse nome.

Esses minúsculos sugadores de seiva – que chegam, no máximo, a 5 mm de comprimento – expelem um líquido capaz de facilitar o crescimento de fungos e bactérias nas plantas. Além disso, por meio desse mesmo líquido, eles também têm a capacidade de atrair outros parasitas, que poderão comprometer outros sistemas das plantas ou ainda transmitir algumas viroses para as plantas atacadas. Eles são “o grande inimigo” de delícias que estão diariamente em nossas mesas como: tomate, alface, brócolis, repolho, cenoura, couve flor… além de uma verdadeira praga para as culturas do milho e do algodão! Realmente uma grande dor de cabeça para os produtores de todo Brasil.

E se essa particularidade já é suficiente para causar grandes problemas, imagina quando você descobrir que, além disso, ele também tem a capacidade de se reproduzir por partenogênese, ou seja, sem a participação de machos. Em outras palavras, ele tem uma capacidade incrível de se multiplicar.

Certo, já mostramos quão assustador o pulgão pode ser. Agora, vamos ser um pouco mais práticos, mostrando como podemos combatê-lo!

Primeiramente precisamos identificá-lo e, para isso, não há segredo. Os sintomas causados costumam aparecer bem rapidamente. Seca dos galhos, folhas amareladas e enroladas, e atrofiamento dos frutos são sinais de que os pulgões estão fazendo uma visitinha ao agricultor. Para confirmar, basta observar a parte inferior das folhas, que provavelmente estarão tomadas por eles.

Em seguida o produtor pode optar por duas soluções:

O controle químico, que é feito por meio de inseticidas. Esse tipo de controle, embora efetivo, deve ser feito com bastante cuidado e deve contar com o acompanhamento de um agrônomo. Isso porque, utilizando o produto de forma incorreta, o agricultor pode acabar eliminando os predadores naturais do pulgão, além de estar contribuindo para o aumento da resistência do inseto a esse tipo de produto. A Syngenta tem produtos muito seguros para esse uso, que atuam somente contra o pulgão e são inofensivos para os inimigos naturais, como a nossa amiga joaninha!

O outro modo de controle é o biológico, em que a joaninha e  outros insetos predadores são fundamentais. Destacamos a joaninha, especificamente, porque ela capaz de se alimentar dos pulgões sem causar qualquer tipo de dano às plantas, o que faz dela a favorita em casos desse gênero. De qualquer forma, é importante lembrar da importância do acompanhamento de um profissional especializado. Inserir um inseto de forma aleatória em qualquer ambiente pode causar um desbalanceamento no ecossistema, provocando mais prejuízos do que soluções.

Pronto, agora que você conhece o pulgão ejá sabe que não é uma boa ideia debochar do seu nome.

 

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