Como é o processo de desenvolvimento de um agrotóxico

Desenvolver novos produtos e soluções agrícolas é uma tarefa complexa que exige grandes investimentos de tempo e dinheiro em pesquisas, desenvolvimento tecnológico e muitos, mas muitos testes. Tudo isso feito de maneira contínua, para garantir que um produto seja seguro e eficiente, tanto para o produtor quanto para o consumidor final e para o meio ambiente.

No entanto, antes mesmo de ir para o laboratório, buscamos conversar e entender a necessidade dos agricultores, para saber o que cada um deles pensa e espera dos nossos produtos. A partir disso, uma verdadeira investigação dos cenários atual e futuro se inicia para que o desenvolvimento das novas soluções considere também previsões pautadas em ciência.

O processo de desenvolvimento do produto começa e termina com muita pesquisa; esta, destinada a encontrar novos princípios ativos capazes de atender às demandas e aos requisitos do mercado.

Por sua vez, são esses princípios ativos que fazem com que o produto seja eficiente contra alguma praga, fungo ou planta daninha. Mas é mandatório que ele não apresente riscos ao meio ambiente, à saúde do agricultor ou do consumidor final do alimento tratado. Por isso, são feitos inúmeros testes para certificar a efetividade e a segurança dessas soluções. Esse é um processo longo e de alto investimento. Para se ter uma ideia da complexidade, aí vão alguns números:

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Depois que chegamos a um novo ingrediente ativo, o submetemos para aprovação dos Ministérios da Agricultura (MAPA), da Saúde (ANVISA) e do Meio Ambiente (IBAMA) que avaliam a efetividade no controle da praga, doença ou planta daninha e a segurança para a saúde e o meio ambiente, respectivamente, e aprovam a comercialização desses produtos em território nacional.

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Com o passar dos anos, a busca por tecnologias agrícolas cada vez menos tóxicas e mais seletivas se intensificou, e, com isso, o desenvolvimento de novos princípios ativos tem ficado também mais exigente. Em 1995, por exemplo, conseguíamos obter um novo agroquímico a cada 52.500 moléculas pesquisadas, enquanto em 2014, por exemplo, esse número aumentou para 160 mil. O tempo necessário para a entrada dessas tecnologias no mercado também subiu, em 1995 um produto levava, em média, 8,3 anos e em 2014, 11,3 anos. Outro fator que saltou nesse período foi o investimento nesse processo, saindo de 152 milhões, em 1995, para 286 milhões, em 2014.

Todas essas informações aparecem no infográfico que colocamos lá no topo dessa publicação.

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